domingo, 12 de junho de 2016

Música: Agent Orange
Banda: Sodom
Álbum: Agent Orange (1989)
Compositor: Tom Angelripper




Capa do Álbum:




O Agente laranja e a Guerra 

do Vietnã



A banda de thrash metal alemã Sodom traz em seu terceiro álbum, Agent Orange, uma canção de mesmo nome que remete a história do desfolhante usado pelos americanos na guerra do Vietnã chamado Agente Laranja, sendo esse uma junção de dois herbicidas (ácido dioclorofenoxiacético (2,4 - D) e o ácido 2,4,5 triclorofenoxiacético (2,4,5 - T) ).
Com o intuito de diminuir a densa floresta, assim evitando que os norte-vietnamitas e os vietcongs pudessem se esconder pelas matas, além de destruir as plantações inimigas. Cerca de 16 % do território foi contaminado pelo Agente Laranja, sendo que tal ação ocorreu entre por 10 anos (entre 1961 a 1971) em mais ou menos vinte seis mil aldeias. Aproximadamente 80 milhões de litros foram despejados pelo território.
As consequências disso foram devastadoras para o país, as pessoas tiveram bastante doenças como câncer de pulmão, de pele, deformidades, mutações genéticas. abortos, dentre outros. Atualmente as pessoas ainda sentem o efeito desse episódio, tanto soldados americanos, quanto os vietnamitas. Cerca de dois milhões de pessoas aproximadamente foram atingidas.
Além dos seres humanos o meio ambiente também sofreu grandes problemas com esse ataque. Mangues desapareceram, o solo envenenado por um longo tempo. A contaminação do solo e das águas pode durar por até duas gerações. O Vietnã cobra dos EUA uma indenização de guerra, mas o governo americano nega a responsabilidade e coloca a culpa nos fabricantes do produto.  



Aviões e helicóptero espalhando 
o agente laranja




Efeitos do agente laranja no
 corpo humano




Grupo de crianças onde a maioria foi
 vitima do agente laranja









Segue a letra em português


.Agente Laranja

Operação >> Ranch Hand
Pulverize a morte
Em suas fazendas
Ataque contra a população
Suprimidos por braços militares
Apenas você impede a floresta
Legalize a guerra
Eles estão privados de seu poder
Exterminação sem lei

Agente Laranja
Agente Laranja
Agente Laranja
Um fogo que não queima

Todas as marcas apagadas há muito tempo
Cicatrizes estão curadas
O câncer cresce em suas almas inocentes
Memoriais de carne e sangue
Sobreviveram punidos ilegalmente
Envenenados até o fim de suas vidas
Deformidade física
Que remédio irá curar?
Nascimentos ainda irão ocorrer

Agente Laranja
Agente Laranja
Agente Laranja
Um fogo que não queima

Corações fracos e afligidos estão chorando
Esperando pelo fim
Nessas condições eles estão morrendo
Recém-nascidos dos condenados
Conservados em tubos de teste para gerações
Círculo vicioso de transmissão
Não há meio para reparações
Precisa-se viver com um agente químico chamado

Agente Laranja
Agente Laranja
Agente Laranja
Um fogo que não queima

Agente Laranja... queime
Agente Laranja... queime
Agente Laranja... queime

domingo, 22 de maio de 2016

Música:The Ballad of the White Horse
Banda: Trieb
Álbum: Deserto (2016)
Compositor: Tadeu Oliveira





Capa do Álbum:



Alfredo o Grande e a 

Batalha de Ethandun


A banda carioca Trieb em sua música The Ballad of the White Horse, traz a história de Alfredo o Grande e a Batalha de Ethandun, baseado em um poema escrito pelo poeta e jornalista inglês Gilbert Keith Chesterton de mesmo nome da canção, onde ele narra as façanhas de Alfredo (Rei Anglo-Saxão) e como ele derrotou os dinamarqueses na Batalha de Ethandun. Alfredo (ou Alfred) nasceu em 849 e faleceu em 899 na Inglaterra. Quinto filho do rei Aethelwulf, assumiu o trono em 871 no lugar de seu irmão, se tornando assim rei de Wessex. Alfredo possui muita importância para a história inglesa, no que tange a unificação e nascimento do reino. Quando Alfredo assume o trono mais da metade da Inglaterra está tomada pelos invasores (Vikings), seu reino é um dos poucos que ainda está a "salvo". Alfredo acreditava que os invasores estavam tendo êxito nas invasões devido a um castigo que Deus havia imposto ao povo por falharem moralmente e espiritualmente e, para resolver essa situação, ele fez um resgate da cultura, religião, literatura e política para assim ter um reino de devoção e sabedoria e reis devotos a Deus que mantivessem a moral e paz no reino.
O início dessa reforma ocorreu após a vitória na Batalha de Enthandun que aconteceu entre os dias 6 e 12 de maio de 878, onde ingleses liderados por Alfredo e dinamarqueses por Guthrum, o velho, se enfrentaram e Alfredo venceu devido a técnica romana de criar um muro de defesa com escudos. Assim os dinamarqueses fugiram para Danelaw sendo derrotados posteriormente. Ao fim da batalha Guthrum foi batizado cristão e depois dois tratados foram assinados (Wedmore e Tratado de Alfredo e Guthrum). Os dinamarqueses foram expulsos de Wessex e os Saxões atribuíram a vitória a Deus, pois foi ele quem venceu a batalha por eles. 
Na cidade de Westbury existe uma colina onde se vê um cavalo branco que, segundo uma lenda, teria sido o próprio rei Alfredo que teria mandado fazer o desenho para comemorar a vitória na batalha de Ethandun.

G.K. Chesterton



Alfredo o Grande



Cavalo branco de Westbury











Segue a letra em português


A Balada do Cavalo Branco

Eu não lhe digo nada para o seu alívio;
Nada para o seu desejo,
Exceto que o céu ainda escurece,
E o mar já sobe agitado.
A noite cairá triplamente por cima de você,
E o céu será coberto por uma capa de ferro,
Você tem prazer sem razão alguma?
Você tem alguma fé sem esperança?
Oh, cavalgue por caminhos de vales silenciosos,
Atravesse dias como desertos,
Quando todo o orgulho secar,
E dividido – o coração dos homens,
Coração de heróis, cavalgue.
Um almirante mais cego que o mar.
Quebrou tudo sobre sua terra,
Mas Alfred levantou-se contra eles,
Cambaleou e esforçou-se para ficar de pé.
Os fogos dos grande exércitos,
Que forjou o homem de ferro,
Cujas luzes de sacrilégio e desespero,
correm ao redor da Inglaterra.
Se vocês tem alguma oração,
orem por mim:
e me deitem sob uma pedra cristã para esperar o sopro do chifre sagrado,
e todos os homens serem livres.
A maré alta, Alfredo chorou.
A maré alta e mudança,
Como uma maré muda em mares cinzentos,
Veja como eles vacilam nas árvores,
Ainda que todos os paladinos estejam mortos,
A glória está no conhecimento,
Ainda que suas espadas de trovão estejam mortas,
Com corações orgulhosos,
Enquanto um homem continua nos restos,
Grandes restos da guerra,
Agora é uma guerra de homens.
Pelo homem e deus desonrado,
Pela morte e vida feitas em vão,
Conhece o velho bárbaro:
Ele vem novamente,
Mas os livros são toda a sua alimentação
E há tinta em suas mãos.
Em Wessex na floresta
No quebrar das lanças,
Nós enviamos um sinal em Guthrum
Para a chama de mil anos.
Nós o assinamos com a cruz.
Se vocês tem alguma oração,
orem por mim:
e me deitem sob uma pedra cristã para esperar o sopro do chifre sagrado,
e todos os homens serem livres.
Em Wessex na floresta,
No quebrar das lanças,
Nós enviamos um sinal em Guthrum,
Para a chama de mil anos.
Nós o assinamos com a cruz.
Ainda que todos os paladinos estejam mortos,
A glória está no conhecimento,
Ainda que suas espadas de trovão estejam mortas,
Com corações orgulhosos,
Enquanto um homem continua nos restos,
Grandes restos da guerra,
Agora é uma guerra de homens

.(Tradução por Evandro Ramos)

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Música:The Rising
Banda: Bruce Springsteen
Álbum: The Rising (2002)
Compositor: Bruce Springsteen





Capa do Álbum:




Os Atentados Terroristas de

11 de Setembro nos EUA


A letra da música The Rising do cantor americano Bruce Springsteen, traz a perspectiva de um bombeiro que participou do resgate das vitimas do atentado de 11 de setembro de 2001 nos EUA, sendo a canção um tributo aos mortos e feridos nesse episódio.  
Dezenove terroristas sequestraram 4 aviões, sendo que dois aviões comerciais bateram propositalmente contra as torres gêmeas do World Trade Center em ataques terroristas organizados pelo grupo Al Qaeda, cujo o líder era o saudita Osama Bin Laden. O Primeiro dos aviões se chocou contra a torre norte as 8:46 entre os andares 93 e 99. O segundo contra a torre sul ás 9:02 da manhã, entre os andares 77 e 85. O terceiro avião colidiu com o Pentágono ás 9:37 e o quarto avião caiu em terreno aberto na Pensilvânia às 10:03 após uma luta entre passageiros e terroristas dentro a aeronave.
Aproximadamente 200 pessoas pularam das torres que tinham 110 andares cada, devido o forte calor e a poeira. Posteriormente ambas as torres desabaram por conta do impacto do aviões. Ao todo cerca de 3 mil pessoas morreram nos ataques.
Tempo depois os EUA responderam com invasões no Afeganistão, com a campanha chamada de "guerra ao terror" e atacou o país afegão devido o grupo taleban dar abrigo aos componentes da Al Qaeda, principalmente BIn Laden. No local onde ficavam as torres foi construido um memorial em homenagem as vitimas do atentado.


Osama Bin Laden





Alguns dos terroristas que 
praticaram o ataque








Torres gêmeas





Memorial











Segue a letra em português


A Subida

Não consigo ver nada na minha frente
Não consigo ver nada vindo de trás
Eu atravesso essa escuridão
Não sinto nada além dessa corrente que me prende
Perdido na trilha de nem saber onde fui
A distância que percorri, a altura que subi
Nas minhas contas, uma pedra de 60 quilos
Nos meus ombros, um quilometro de corda

Venha, vamos subir
Venha vamos me dê sua mão
Venha vamos subir
Venha vamos subir hoje a noite

Saí de casa essa manhã
Sinos enchendo o ar
Carregando a cruz do meu chamado
Sob rodas de fogos, eu desci até aqui

Venha, vamos subir
Venha vamos me dê sua mão
Venha vamos subir
Venha vamos subir hoje a noite

Li,li,li,li,li,li,li

Espíritos acima e atrás de mim
Rostos sumidos, olhos negros brilhando e ardendo
Que o sangue precioso para sempre se uma ao meu
Senhor, agora estou diante de tanta luz

Li,li,li,li,li,li,li,li

Eu vejo você Maria no jardim
No jardim dos mil suspiros
Há fotos de nossas crianças
Dançando em um céu cheio de luz
Que eu possa sentir seu abraço em volta de mim
Que eu possa sentir seu sangue misturando com o meu
Um sonho de vida venha para mim
Como um bagre dançando na ponta do anzol

Céu de escuridão e sofrimento (um sonho de vida)
Céu de amor, céu de lágrimas (um sonho de vida)
Céu de glória e tristeza (um sonho de vida)
Céu de misericórdia, céu de medo (um sonho de vida)
Céu de memória e sombra (um sonho de vida)
Seu vento escaldante enche meus braços essa noite
Céu de desejo e vazio (um sonho de vida)
Céu de abundância, céu abençoado pela vida

Venha, vamos subir
Venha vamos me dê sua mão
Venha vamos subir
Venha vamos subir hoje a noite

Li,li,li,li,li,li,li 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Música: The Conquer
Banda: Stormental
Álbum: Stormental (2006)
Compositores: -------------------------------




Capa do Álbum:




As expedições marítimas e 

Cristóvão Colombo


Nos séculos XV e XVI iniciaram-se expedições além dos limites do mundo conhecido até aquele momento. Essa empreitada ficou conhecida como expedição marítima ou grandes navegações européias. Os vários mitos criados em relação aos mares tiveram de ser enfrentados, como por exemplo, de que haviam monstros em alto mar ou que em certo momento as embarcações cairiam em buracos, pois acreditava-se que ao navegar para muito longe da costa, poderia acabar o planeta terra e cair no "nada".
Os motivos que levaram esses homens a enfrentar todos esses medos, foi a necessidade de encontrar um novo caminho para as Índias, devido a rota comercial pelo mar mediterrâneo estar monopolizada pelos italianos de Gênova e Veneza. Tinha-se o anseio de encontrar um novo caminho pois era nas terras orientais que se encontravam as especiárias, (sedas, porcelanas, pimenta, açafrão, gengibre, dentre outros produtos.) além de almejarem novas terras, riquezas e a expansão da religião católica.
Assim os reis e a burguesia passam a financiar essas expedições, sendo que Portugal e Espanha foram os primeiros países a navegar. Em 1415 os portugueses iniciam suas expedições e anos depois navegam em torno da África (Périplo Africano) chegando a Calicute, conseguindo realizar o comércio direto com as Índias em 1498, dois anos depois chegam ao que seria o Brasil, fazem um reconhecimento da nova terra. Esse sucesso português lhes rendeu o posto de potência econômica na Europa.
Já a Espanha adentrou aos mares anos mais tarde, após conseguirem expulsar os árabes de seu território. Cristóvão Colombo, um navegador Genovês nascido em 1491, tinha uma teoria de que havia um caminho mais curto para se chegar as Índias, onde ele acreditava na ideia de que a terra era redonda e assim poderia-se dar uma volta ao mundo para se chega ao oriente. Depois de anos tentando apoio para provar que estava certo, em 1492 com a ajuda do rei Fernando da Espanha e a rainha Isabel ele parte na sua jornada com apenas três caravelas, Santa Maria, Pinta e Nina rumo as Índias pelo oceano atlântico e em 12 de outubro de depois chegaram nas ilhas da America central, ainda sem saber que se tratava de um novo continente. Posteriormente Colombo realizou outras expedições para as ilhas e em 1506 morreu ainda achando que havia chegado as Índias, mas depois ficou constatado por Américo Vespúcio que aquelas terras se tratavam de um novo continente e assim deu-se o nome de América a essas terras. A banda Stormental em sua música The Conquer, traz a história dessas navegações e do navegador Cristóvão Colombo.



Cristóvão Colombo





Rotas das viagens Marítimas 
portuguesas e espanholas 





Américo Vespúcio








Filme sobre descobrimento da América e Cristóvão Colombo







Segue a letra em português



A Conquista


No fim do sistema feudal a Europa estava em crise
Muitos desabrigados estavam vivendo nas ruas
Todos procuravam por ouro e prata
E um lugar no estrangeiro para fornecer matéria prima
Reis apoiados por uma forte burguesia
começaram a financiar grandes navegadores
Agora escute suas memórias
“Nós viajamos dias e noites através das águas desconhecidas
Nós não sabíamos aonde realmente estávamos indo
Na conquista...”
Um homem apareceu naquele tempo
Ele era o único que tinha um plano
Para chegar no Leste indo através do Oeste
Mas os livros costumam dizer que sua ideia
sobre a distância entre Ásia e Europa era errada
Chegou a uma nova terra
com uma luta infinita contra os ventos.
“Nós viajamos dias e noites através das águas desconhecidas
Nós não sabíamos aonde realmente estávamos indo
Nós não sabíamos se poderíamos mesmo chegar
Oh sim... perdemos o medo de nossos pensamentos
Na conquista do paraíso”

Havia muitos rumores sobre essa terra
Mas quão perto da verdade eles são?

Outra vez... não há razão para ter medo das dúvidas em seu coração
Esqueça seus medos e encare as noites de tempestade.

“Nós viajamos dias e noites através das águas desconhecidas
Nós não sabíamos aonde realmente estávamos indo
Nós não sabíamos se poderíamos mesmo chegar
Oh sim... perdemos o medo de nossos pensamentos
Na conquista do paraíso”
(OBS: Tradução feita por Evandro Ramos)