terça-feira, 27 de setembro de 2016

Música: Sparta
Banda: Sabaton
Álbum: The Last Stand (2016)
Compositor: --------------------------




Capa do Álbum:






A Batalha de Termópilas





A banda sueca Sabaton em sua canção Sparta, traz a história da batalha de Termópilas. Esse evento ocorreu em 480 a.C no desfiladeiro de mesmo nome, entre persas e gregos. Termópilas fica localizado na Grécia Central, entre montanhas e uma encosta até o mar. Lá haviam fontes de água quente, por isso o nome desse local significa "Passagem Quente". Esse lugar também era caracterizado por seu difícil acesso e por ser muito estreito, segundo o filósofo Heródoto de Halircanasso, era tão estreito que só era possível passar um carro. 
Os persas tinham o anseio de invadir e dominar as terras gregas desde o período em que Dário I era o rei daquele local. Xerxes, seu filho, o sucede como rei da Pérsia e continua os planos de expansão do reino para o território grego. Essas disputas estavam inseridas no período das chamadas Guerras Médicas. Ele então parte para as regiões de Sérpia e Termópilas com seus homens pelo mar. 
Leônidas, rei de Esparta e seus aliados partem para o desfiladeiro, a espera de Xerxes e sua tropa. Esse exército consistia em 300 guerreiros Hoplitas Espartanos, todos jovens e com filhos, que representavam a elite guerreira  e mais um grupo de soldados aliados de outras cidades gregas.
Xerxes enviou um de seus homens para fazer um reconhecimento das tropas inimigas, ao regressar ele relatou ao rei o que observou por lá. Ele decidiu então, esperar por quatro dias, para ver se os gregos desistiam de lutar contra seu exército. Vendo que não houve desistência, o rei enviou um grupo de homens afim de capturá-los. Houve diversas lutas e os soldados do rei persa foram derrotados, apesar de serem maior número. Posteriormente novas tropas foram mandadas e também sofreram baixas. Tudo sob o olhar do rei.
O grego Efialtes trai Leônidas e seu grupo com a intenção de receber alguma recompensa, revelando a Xerxes um outro caminho para se chegar ao desfiladeiro de Termópilas e assim poder surpreender os homens do rei Espartano. Esse caminho era um atalho através das montanhas. No outro dia Xerxes atacou novamente com seus melhores homens (cerca de 300 mil), denominados "imortais" (Quando um soldado morria, ele era arrastado pelos companheiros e logo substituído por outro, dando a impressão no inimigo de que seu exercito não havia sofrido nenhuma perda, daí o nome) por esse novo caminho e chegou pela retaguarda das tropas Espartanas, surpreendendo assim Leônidas e seus homens. 
Ao tomar conhecimento desse ataque Leônidas ordena que seus aliados recuem, mas ele e os 300 Espartanos mantiveram-se no campo de batalha, pois pela sua honra não poderiam abandonar a luta. Os Téspios também ficaram para lutar, pela lealdade que tinha a Leônidas. Assim desenrolou-se o embate, durando 3 dias. Os Espartanos saíram derrotados, Leônidas foi morto, os persas também sofreram dezenas de baixas que os enfraqueceram, mas mesmo assim venceram a batalha. Posteriormente os persas foram derrotados na Batalha de Salamina e Xerxes foi assassinado ao voltar a Pérsia. Efialtes também morreu da mesma forma. 
A história de Leônidas e seus 300 guerreiros de Esparta virou tema de dois filmes de Hollywood. O primeiro foi "300 de Esparta" ("300 Spartans"), produzido em 1962 e dirigido por Rudolph Mate. O segundo foi o "300", dirigido por Zack Snyder, adaptação cinematográfica da história em quadrinhos "Os 300 de Esparta", escrita e desenhada por Frank Miller.
No local da batalha há um monumento em honra ao rei Leônidas, uma estatua de bronze representando-o e abaixo a frase "venha buscá-las" em alusão ao recado que ele teria mandado a Xerxes, quando o mesmo pediu para que entregassem suas armas.


Sugestão de Leitura: AS HISTÓRIAS DE HERÓDOTO 




Rei Xerxes




Rei Leônidas




Monumento em honra ao Rei Leônidas







Local da Batalha














Segue a letra em português



Esparta

Há muitos e muitos anos atrás, quando a Pérsia veio pelo mar
Atendendo Leônidas os espartanos foram para a guerra
Acompanhado por seus irmãos, poucos contra a horda fatídica
Corações helênicos são incendiados, Termópilas chama seus nomes
Uma batalha final para parar os persas, lança na mão
Formar um paredão, tombar e viver para sempre
Esparta! Grécia!
De novo e de novo a canção de 300 homens
Matar persas
Glória e morte, Espartanos nunca vão se render
A manhã caiu hoje, eles estão lutando nas sombras
Quando as flechas bloquearam o sol, eles cairão hoje, jantarão no inferno
Pelas mãos de um traidor, o inimigo teve a passagem secreta
Saiba o nome dele, saiba que sua vergonha vai durar para sempre













sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Música: Angel of Death
Banda: Slayer
Álbum: Reign Blood (1986)
Compositor: Jeff Hanneman





Capa do Álbum:


Josef Mengele: O Anjo 

da Morte

Josef Mengele nasceu em Günzburg, na Alemanha, em 26 de março de 1911. Filho mais velho de Karl Mengele, um empresário do ramo de equipamentos agrícolas. Ao completar 19 anos Josef mudou-se para a cidade de Munique e foi estudar medicina na universidade da cidade, lá se interessa pelos estudos de genética e evolução. Na universidade teve como professores, pessoas que defendiam a "teoria de seleção" nazista. No ano de 1938 ele se forma como médico. Posteriormente conquistou o titulo de PhD em antropologia física e ingressou no Partido Nazista.
Em 1940 se alistou no exército e no ano de 1943 ele foi para o campo de concentração de Auschwitz , como Oficial Médico da SS (Tropa de Elite Nazista). A partir desse momento ficou conhecido como o "Anjo da Morte", devido a sua frieza e atrocidades cometidas em Auschwitz. 
Responsável pela execução de milhares de prisioneiros, devido a "seleção" feita já na rampa de entrada, quando escolhia quem iria trabalhar no campo de concentração e quem iria morrer nas câmaras de gás. Mengele ficou marcado também por suas "experiências", como por exemplo, dissecar anões vivos afim de provar uma teoria de serem originados de relações miscigenadas, amputação de braços e pernas, injeção de substâncias afim de mudar a cor dos olhos da pessoas, provocando a cegueira nelas ou a injeção de sangue de um gêmeo no outro.
Ao fim da Segunda Guerra Mundial ele fugiu de Auschwitz, antes das tropas soviéticas tomarem o local, passando a se esconder até o ano de 1949, dentro da própria Alemanha. Posteriormente passou a viver na Argentina e depois no Paraguai. No ano de 1970 ele se muda para o Brasil, onde viveu até 07 de fevereiro de 1979. Aos 67 anos de idade, morreu vítima de um afogamento devido a um derrame enquanto nadava na cidade de Bertioga, interior de São Paulo. 
Josef Mengele foi enterrado com o nome de Wolfgang Gerhard. No ano de 1985 seu corpo foi exumado e especialistas identificaram o corpo como sendo de Mengele, através de  um exame de DNA e de um defeito que havia em sua arcada dentaria, assim ficou comprovado que o corpo era do "Anjo da Morte". Assim o personagem retratado na música "Angel of Death" da banda norte americana Slayer é Josef Mengele.


Sugestão de Leitura: Dr. MIKLOS NYISZLI AUSCHWITZ: O TESTEMUNHO DE UM MÉDICO





Josef Mengele


Entrada campo de concentração de
Auschwitz









Segue a letra em Português



Anjo da Morte

Auschwitz, o significado da dor
A maneira que eu quero que vocês morram
Morte lenta, imenso declínio
Chuveiros que lhes purificam de suas vidas
Forçados a
Fugir como animais
Despidos do
Valor de suas vidas
Ratos humanos, para o anjo da morte,
Quatrocentos mil a mais para morrer
Anjo da morte
Monarca do reino dos mortos
Sádico, cirurgião da morte
Sadista do mais nobre sangue
Destruindo, sem piedade
Ao benefício da raça Ariana
Cirurgia, sem anestesia
Sinta a faca te perfurar intensamente
Inferior, sem uso de humanidade
Amarrado e gritando para morrer
Anjo da morte
Monarca do reino dos mortos
Infame sanguinário,
Anjo da morte
Bombeado com fluído, dentro do seu cérebro
A pressão no seu crânio começa a empurrar
Através dos seus olhos
Queimando a carne, cai em pedaços
Teste de calor queima sua pele
Sua mente começa a ferver
Rígido frio, quebra seus membros
Quanto tempo você pode durar
Nessa gélida água da morte?
Costurados juntos, unindo cabeças
Apenas uma questão de tempo
Até vocês se dilacerarem ao meio
Milhões deitados em seus
túmulos abarrotados
Repugnantes caminhos para realizar
o Holocausto
Mares de sangue, imersam a vida
Cheire sua morte enquanto ela queima
Dentro de você
Cegado através de calor, olhos que sangram
Rezando pelo final de
Seu pesadelo acordado
Asas da dor, buscam te atingir
Sua face da morte te encarando
Seu sangue está correndo gelado
Injetando células, olhos moribundos
Se alimentando dos gritos
Dos mutantes que ele está criando
Patéticas vítimas inofensivas
Deixadas para morrer
Detestável anjo da morte
Voando livremente

Anjo da morte
Monarca do reino dos mortos
Infame sanguinário,
Anjo da morte

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Música: Represíon
Banda: Los Violadores
Álbum: Los Violadores (1983)
Compositores: Gustavo Fossa e Pedro Braun





Capa do Álbum:



A Ditadura Militar Argentina 

de 1976



A banda argentina de punk rock Los Violadores em seu disco de estréia, gravou a música Represíon, que traz uma dura crítica a repressão exercida pelos militares portenhos durante o regime militar de 1976.
No dia 24 de março de 1976, os militares ocuparam diversos prédios do congresso, além de estações de tv e rádio, sindicatos, dentre outros órgãos públicos. Derrubando a então presidente Isabel Perón, e uma junta militar formada pelos  general Jorge Rafael Videla, o almirante Emilio Massera e o brigadeiro Orlando Agostí, assumiu o comando do país, com a justificativa de controlar as crises instauradas, estabelecer a ordem e o avanço socialista dentro do território argentino com o chamado "Processo de Reorganização Nacional". No dia do golpe diversos representantes do antigo governo e pessoas que eram consideradas inimigas do novo governo foram presas.
Esse PRN se deu da seguinte forma: Praticaram-se sequestros, torturas, prisões, mortes, censuras aos meios de comunicação, dissolução de partidos politicos e eliminação de organizações politicas de esquerda no país e a caça aos chamados "subversivos", essas pessoas eram consideradas perigosas pelos militares, pois para eles, elas eram vetores de ideias comunistas. Outra forma de repressão que os militares praticavam, era o sequestro de recém nascidos nos hospitais argentinos de pais considerados com essa denominação.
Um dos focos desses "inimigos da nação", estavam nos grupos de guerrilha, ERP e Motoneros. que foram dizimados rapidamente pelos militares, logo nos dois primeiros anos de governo. A violência se intensificou ainda mais com a Triple A (Aliança Anticomunista Argentina), que visava desmontar os grupos de esquerda existentes no país, cometeram cerca de 900 assassinatos entres os anos de 1973 e 1976.
Para frear o “Vírus Subversivo”, governo fez uso da censura, sendo que ela foi direcionada a diversas áreas e pessoas, como, por exemplo, no campo escolar, onde professores e alunos considerados perigosos eram perseguidos na chamada “operação claridade”. Listas de tudo que era considerado “perigoso” foram criadas com nomes de músicos, atores, escritores, filmes e livros, elas eram enviadas a rádios e gravadoras, para que não fossem reproduzidas. 
A partir de 1981 o governo militar começa a perder força e enfrentar graves crises econômicas, para recuperar o prestigio, resolveu-se então invadir as Ilhas Malvinas, controlada pela Inglaterra. Dando origem a Guerra da Malvinas, essa guerra durou apenas 74 dias sendo facilmente vencida pelos ingleses, o que aumentou a crise e o desprestigio para com o militares. Assim em 1983, sobe ao poder o Presidente Raúl Alfonsín, que foi eleito democraticamente, dando fim a ditadura militar argentina. Esse governo durou 7 anos (76-83), sendo considerada a mais sangrenta da história, com mais de 30 mil mortos e desaparecidos.






Isabel Perón





Orlando Ramon Agosti (dir.), Jorge Rafael Videla e 
Emilio Massera (esq.)




 Raúl Alfonsín














Represíon

Hermosas tierras de amor y paz.
Hermosa gente cordialidad.
Fútbol, asado y vino
así es el pueblo argentino.
Censura vieja y absoleta
en films, revistas e historietas.
Fiestas conchetas y aburridas
en donde está
la diversión perdida.
Represión a la vuelta de tu casa.
Represión en el kiosco
de la esquina.
Represión en la panadería.
Represión
venticuatro horas al día.
Semanas largas sacrificadas.
Trabajo duro, muy poca paga.
Desocupados no pasa nada
en donde está, bestias,
la igualdad deseada?
Represión a la vuelta de tu casa.
Represión en el kiosco
de la esquina.
Represión en la panadería.
Represión
venticuatro horas al día.
Represión.
Represión.
Represión.
Yo no quiero represión.
Detestamos a la respresión.
Nos burlamos de la rapresión.
Yo no quiero represión


sexta-feira, 29 de julho de 2016

Música: The Observer
Banda: Haggard
Álbum: Eppur Si Muove (2004)
Compositor: Asis Nasseri





Capa do Álbum:




Galileu Galilei


A banda alemã Haggard em sua canção The Observer, fez um tributo ao físico, astrônomo e matemático italiano Galileu Galilei. Nascido em 15 de fevereiro de 1564, na cidade de Pisa, filho mais velho de Vincenzo Galilei e Giulia Ammannati, foi um dos principais representantes do renascimento cientifico, nos séculos XVI e XVII. Inicialmente ele estudou medicina por influência de seu pai, mas posteriormente abandonou o curso e passou a estudar astronomia, física e matemática por conta própria. Nesse período Galileu escreveu sobre a gravidade específica dos corpos sólidos. Tempos depois virou professor de matemática na universidade de Pádua. Três anos depois assume a catédra da faculdade e fica por lá 18 anos.
No ano de 1609 constrói um telescópio em uma de suas visitas a Veneza, ao tomar conhecimento da invenção do instrumento algum tempo antes pelo holandês Hans Lippershey. Após essa construção Galileu se tornou o primeiro homem a usar o telescópio para fins astronômicos e, posteriormente publicou um livro com os resultados desses estudos, obra chamada Siderus Nuncius. No ano de 1613 publica outra obra, História das Manchas e Acidentes do Sol.
Após um longo período de estudos, chega à conclusão de que a Terra orbitava ao redor do sol, assim como o modelo Heliocêntrico defendido por Copérnico, o qual era o oposto do imaginado na época. Por isso ele foi acusado de heresia e proibido de ensinar sua teoria pela Igreja Católica no tribunal do Santo Ofício, que condenava tal teoria.
Como pena ele foi condenado a prisão domiciliar e obrigado a negar suas descobertas. Morreu praticamente cego em 8 de janeiro de 1842, devido às pesquisas de manchas no sol sem os devidos cuidados. No ano de 1992, a Igreja voltou atrás na sua decisão e reconheceu as teorias de Galileu.






Galileu Galilei




Hans Lippershey




 Nicolau Copérnico



Modelo Heliocêntrico











Segue a letra em português



O Observador

Não me sinto obrigado a acreditar
Que o mesmo Deus que nos dotou com
Senso, razão e intelecto,
Pretenda que não os utilizemos
Todas as estrelas
Guiarão-nos em nosso caminho
O sextante como o líder
Tem duração para todos os dias
Olhe para os extraordinários céus
Em longas e profundas descobertas
Com uma mente forte e clara ele está encriptando
Mais segredos da astronomia
Em noites inacabáveis
Ele observa os céus completamente
Suas publicações mudarão o mundo
Galileu Galilei
Somente no que meus olhos irão ver, eu acreditarei
Dia e noite separados pela luz
Em pisa ele foi chamado
Para ensinar a teoria
De que as estrelas e os planetas
Giram em torno da terra
Mas ele acreditava
Em uma verdade diferente
A do heliocentrismo
Proposta por copérnico
Uma nova era começou
O sol roubado
Faz o medo deles crescer
O homem sacrificará
A lua é a razão porque
Os céus maravilhosos
Em noites inacabáveis
E todos os servos da cruz eles irão negar
Irão contradizer a luz das estrelas
Em pisa ele foi chamado
Para ensinar a teoria
De que as estrelas e os planetas
Giram em torno da terra
Mas ele acreditava
Em uma verdade diferente
A do heliocentrismo
Proposta por copérnico
Uma nova era começou